Aula Espírita

Concentração Mediúnica

Data: 2026-08-14

Professor: Zucareli

CONCENTRAÇÃO MEDIÚNICA – CONCEITO

Concentrar significa reunir num centro, convergir, tornar mais ativo um ato, reunir forças num ponto determinado, aplicar a atenção em algum assunto, meditar profundamente.

A concentração mediúnica é meio eficaz para abrir as portas ao incessante intercâmbio dos encarnados com desencarnados. Prova a sobrevivência da alma e mostra a validade das aquisições morais intransferíveis.

A concentração é a base das comunicações espíritas. Deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo.

Quando a concentração é deficiente, não há boa produção mediúnica, até mesmo não ocorrer manifestações de Espíritos.

Muitos estudiosos do Espiritismo se preocupam com o problema da concentração nos trabalhos de natureza espiritual.

Boa concentração exige vida reta.

2. MECANISMOS DA CONCENTRAÇÃO MEDIÚNICA

Como qualquer atividade, concentração se desenvolve pelo exercício.

O médium principiante deve ter paciência e perseverar até conseguir praticá-la adequadamente.

Para isso deve aprender a usar duas ferramentas importantes: o pensamento e a vontade.

2.1 O PENSAMENTO

Pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, através de ondas sutis, em circuitos de ação e reação, sendo tão mensurável como o fotônio.

A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os.

É energia coagulante de nossas aspirações e desejos, atributo do Espírito. É um processo mental, criado ou refletido de outrem.

Abrange o que sentimos e o que compreendemos. Resulta de uma operação mental, seja fruto de um exame, reflexão, meditação ou imaginação.

Quando a pessoa pensa, emite uma espécie de matéria sutil radiante, viva e com grande poder de plasticidade.

O pensamento é matéria mental, compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos estamos submersos.

O pensamento (fluxo energético do campo espiritual da criatura) é graduado em variadas oscilações:

• Raios super-ultra-curtos, como se exprimem as legiões angélicas (processos ainda inacessíveis à nossa observação);

• Oscilações curtas, médias e longas, onde se exterioriza a mente humana;

• Ondas fragmentárias dos animais, cuja vida psíquica, somente arroja certos pensamentos ou raios descontínuos.

Pelo pensamento nos comunicamos com os Espíritos; eles captam as nossas idéias, nossos desejos e nos respondem.

O intercâmbio mediúnico é fundamentado na afinidade mental.

Divinas mensagens descem do Céu à Terra, mas para isso é imperioso construir canalização adequada; a formação de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas do Reino de Cristo.

Para atingir esse aprimoramento é imprescindível que o médium não se detenha no simples intercâmbio.

É indispensável consagrar suas forças às mais altas formas de vida, buscando na educação de si mesmo e no serviço desinteressado em favor do próximo, o material de pavimentação de sua própria senda.

À medida que o ser humano evolui, aprende a controlar suas emissões mentais.

Esse controle é administrado pela vontade.

2.2. A VONTADE

Em todos os domínios do Universo vibra a influência recíproca; o reflexo esboça a emotividade; a emotividade plasma a ideia; esta determina a atitude e esta as palavras que comandam ações.

A vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos setores da ação mental.

O cérebro é dínamo que produz energia mental, segundo sua capacidade de reflexão, mas é na vontade o controle que a dirige em certo rumo, criando as causas que comandam os problemas do destino.

Sem ela, o Desejo pode adquirir enganosos e aflitivos séculos de reparação e sofrimento.

A inteligência pode aprisionar-se na criminalidade, a imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra, e a Memória, não obstante sua função de registradora, pode cair em deplorável relaxamento.

Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do Espírito.

Ela não consegue impedir a reflexão mental, quando ocorre a conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável.

Mas a vontade pode impor a disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem.

Numa reunião mediúnica é necessário desenvolver o controle da emissão mental dos participantes, pela disciplina da vontade.

Do contrário, a reunião não funciona como um todo harmônico, onde as pessoas vibram em uníssono em torno de um mesmo propósito.

A concentração mediúnica só é possível quando o médium aprende a controlar suas emanações mentais e administrar suas emoções, a partir do momento que entra em sintonia com entidades espirituais.

Quando ocorre a concentração mediúnica, automaticamente se forma uma corrente mental, entre médium e Espírito comunicante, denominada corrente mediúnica.

É através dela que “ouvimos” os pensamentos dos Espíritos. Por ela que se aproximam e fazem as ligações necessárias para que ocorra o intercâmbio mediúnico.

No homem a corrente mental assume feição mais elevada e complexa.

Ela é impulso necessário à sustentação dos circuitos orgânicos, com base na nutrição e reprodução e também pensamento contínuo, fluxo energético incessante, revestido de poder criador.

Estabelecida a corrente mental, se espraia sobre o cosmo celular onde se manifesta.

A corrente mental vitaliza todos os centros da alma, núcleos endócrinos e pontos de ligação dos plexos da usina física, onde dispõe o Espírito dos recursos para emissão e recepção; exteriorização dos seus pensamentos e assimilação dos pensamentos alheios.

Instalada a corrente mental, é gerado um circuito mediúnico, campo propício à transmissão da mensagem do comunicante.

Neste circuito, o médium registra o pensamento e sentimentos do comunicante, dando-lhe a oportunidade de ser ouvido ou visto pelos encarnados.

O CIRCUITO MEDIÚNICO

O circuito mediúnico é uma extensão do campo magnético onde circula uma corrente mental, sempre que se mantenha a sintonia psíquica entre emissor (Espírito comunicante) e receptor (médium).

O circuito mediúnico expressa uma “vontade-apelo” e uma “vontade-resposta”, pelo comando da entidade comunicante e a concordância do médium.

Fenômeno tanto entre desencarnados como entre encarnados, porque há conjugação nos domínios da inteligência, com associação, assimilação, transformação e transmissão de energia mental.

A Doutrina Espírita esclarece que não basta a ocorrência de reuniões mediúnicas, nem Espíritos que se comuniquem com os encarnados.

É fundamental que os trabalhos mediúnicos sejam pautados em clima de equilíbrio, sobretudo quando o comunicante não revela a harmonia desejada.

A seriedade e a produtividade de uma reunião estão relacionadas com uma série de fatores, que podem ou não favorecer o intercâmbio mediúnico.

Imagens da aula

Concentração Mediúnica 1

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Conceito e importância.

Concentração Mediúnica 2

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Pensamento e vontade.

Concentração Mediúnica 3

Imagem disponível quando conectado à internet.

Como ocorre a comunicação espiritual.